sábado, 15 de março de 2008

AGENDA: Ciência das Religiões

CONVITE

A área de Ciência das Religiões tem o prazer de convidar V. Exa. a
estar presente no 1º Dia Aberto de Ciência das Religiões, que terá
lugar no próximo dia 17 de Março, pelas 18.30h no auditório Victor de
Sá.


Programa do Dia Aberto de Ciência das Religiões

- Abertura oficial do Mestrado em Ciência das Religiões

- Apresentação do volume 12 da Revista Lusófona de Ciência das
Religiões, por António Araújo

- Apresentação do projecto PRISME - Société, Droit et Religion en
Europe e da base de dados EUREL, em parceria com o CNRS e a Un. Robert
Schuman

- Apresentação dos primeiros resultados do Inquérito à Cultura
Religiosa em Portugal

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

AGENDA: Encontro Nacional na Culturgest

PARA QUE A GENTE NUNCA SE ESQUEÇA DE TUDO O QUE APRENDEU NA ESCOLA

O HIPST é um projecto em plena fase de lançamento, financiado pelo 7º Programa Quadro da União Europeia. Em português, chamamos-lhe História e Filosofia da Ciência para o Ensino e Compreensão Pública da Ciência. Portugal foi, juntamente com a Alemanha, a Grécia, a Polónia, a Itália, a Hungria e a Grã-Bretanha, um dos sete países a aceitar este desafio e meter ombros a uma tarefa que irá desenrolar-se agora por vários anos, no sentido de utilizar os conhecimentos de História e Filosofia da Ciência para rever o conteúdo e o enquadramento dos livros de texto por onde os nossos filhos estudam na escola. Para já, este esforço irá ser feito a nível do Ensino Secundário, devendo depois o esforçço estender-se para o Básico, e até para a Pré.

Pretende-se, com o HIPST, obter um ensino não só com menos erros, mas também com melhor lógica. É necessária uma muito melhor arrumação temática dos textos e imagens para tornar possível uma consequente muito melhor organização temática no conhecimento que os estudantes memorizam – por forma a que este fique, finalmente, realmente memorizado, e não apenmas colado por uns dias.

De 20 a 22 de Junho, no Pequeno Auditório da Culturgest, historiadores, filósofos, cientistas e especialistas da comunicação e do ensino de Ciência vão apresentar e discutir as suas contribuições para o tema – que, pela sua natureza, é obviamente do maior interesse para pais e professores, e, por arrastamento, para toda a Sociedade Civil.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

AGENDA: A HISTÒRIA E A FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS NO ESTUDO E APRENDIZAGEM

HIPST

Acrónimo do Projecto Europeu History and Philosophy in Science Teaching,

Designação em português:
História e Filosofia da Ciência para o Ensino e a Compreensão Pública da Ciência

Projecto financiado pelo 7º Programa Quadro da União Europeia.


Diversas Instituições de Investigação e Ensino Superior de 8 países reúnem-se em grupos temáticos para desenvolver colectâneas de material histórico – por exemplo, teorias e réplicas das experiências originais - e procurar uma filosofia da ciência experimental útil ao suporte e desenvolvimento da reflexão sobre a ciência1.

O projecto inclui três Encontros Nacionais por país participante, onde se discutirão estratégias e se coleccionarão resultados. Alguns deles serão posteriormente apresentados nos Encontros Internacionais, a realizar numa segunda fase. Os resultados do Projecto serão traduzidos para as línguas nacionais dos participantes, destinando-se a serem adaptasdos e, por várias vias, divulgados.
Os Encontros Nacionais disporão de uma Comissão Científica, que delibera sobre a qualidade e adequação dos contributos propostos, e de uma Comissão Executiva. Acresce a Comissão Consultiva, que acompanhará todo o projecto.
A Comissão Consultiva será constituída por Directores de Museus de Ciência e responsáveis pela educação, no presente ou no passado; enquanto que a Comissão Científica será constituída por docentes universitários ou investigadores da História, Filosofia e Educação em Ciência de todo o país.

O Primeiro Encontro terá lugar de 20 a 22 de Junho de 2008 no Pequeno Auditório da CULTURGEST, incluindo dois tópicos:
1.Museus de Ciências: a) o que existe, e b) possíveis funções da História e Filosofia da Ciência (HFC) nestas instituições;
2.Educação em Ciência: a) o que se diz da HFC, e b) o que poderá ser útil vir a dizer-se para optimização da aprendizagem.

O Segundo e Terceiro Encontros terão lugar em Maio ou Junho de 2009 e Outubro de 2009.
Nestas ocasiões, esperam-se resultados decorrentes da aplicação dos elementos de trabalho propostos. Serão analizados textos de HC, tópicos de FC, e também a possibilidade de utilização nas Escolas aderentes ao Projecto de réplicas de experiências históricas memorizadas pelos livros de texto. A colaboração com os Museus será devidamente especificada nesta fase.

Participantes no Projecto
1.Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit, Alemanha;
2.Institute for Science Education, Universidade de Bremen, Alemanha;
3.School of Primary Education, Universidade Aristóteles, Grécia;
4.Institute of Physics, Universidade Nicolaus Copernicus, Polónia;
5.Department for Physics Education and History and Philosophy of Science, Universidade de Oldenburg, Alemanha;
6.Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, Portugal;
7.Istituto Tecnico Toscano e Fondazione Scienza e Tecnica, Itália;
8.Department of Philosophy and History of Science, Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste, Hungria;
9.Science Teaching Center within the Faculty of Mathematics and Natural Sciences, Universidade de Jerusalém, Israel;
10.Institute of Education, Universidade de Reading, Grã-Bretanha.


TESTEMUNHO TEMÁTICO


Embora o projecto History and Philosophy in Science Teaching tenha, por enquanto, apenas a ver com o uso
da História e Filosofia da Ciência na aprendizagem a
nível do Ensino Secundário, a ideia a prazo é alongar a abordagem anteriormente desenvolvida para o Básico. Porque é que estes enfoques são necessários? Segue, à laia de resposta, o depoimento de uma cidadã europeia que é bióloga e historiadora da biologia; e, simultaneamente, mãe de dois filhos em idade escolar.

Eu vejo pelos livros de texto dos meus filhos o caos
completo que são aqueles ensinamentos, e a consequente grande probabiliddade de não ficarem arrumados no cérebro por mais do que uns dias – exactamente porque nunca foram arrumados (foram, apenas, colados).
Uma das estratégias de melhor ensino que está em estudo para implementação um pouco por
todo o Ocidente é apresentar o conhecimento científico
actual dentro do devido contexto histórico e
filosófico, para arrumar o pensamento e dar sentido às
ideias.
Arrancar com estas alteraçoes implica, antes de mais nada, o simples alertar sociedade civil, onde estão os professores ou os encarregados de educação, para estas temáticas e para a urgência do seu estudo sistemático.
Com bastante clareza e um pouco de atenção, é fácil detectar os disparates e as induções em erro que infestam os manuais escolares (neste caso, os portugueses).
A título dos referidos disparates e induções em erro ouso dar-vos dois exemplos, ambos tirados daquilo que eu domino, e de dentro de minha casa.
1) O meu Miguel, no 6º ano, falou-me do Galileu como sendo da família do Ptolomeu. Quando fui ver o que é que andavam a
ensinar-lhe, o Galileu e o Ptolomeu estavam de facto
os dois metidos dentro do mesmo quadradinho,
associados por serem dois grandes homens que tinham
estudado os astros; o tempo histórico só era referido
de forma tangencial, absolutamente passível de erro de
interpretação, até para um adulto; o contributo do
Ptolomeu e do Galileu para o conhecimento moderno nem
sequer era mencionado por uma frase que fosse.
2) A teoria da evolução (ou seja, o axioma central de toda
a Biologia) é "explicada" em mais do que um ano
lectivo, incluindo no 12º. Sistematicamente, ou
quase, lá aparece o famoso bonequinho em que numa
ponta da fila está o gorila a andar de 4 patas e na
outra ponta está o Homo erectus. A associação mental que se
faz, porque o desenho é realmente muito sugestivo, é que foi
isto que disse o Darwin. Na realidade, esse bonequinho
foi uma criação dos DETRACTORES do Darwin, que o
acusavam de ter dito que o homem descende do macaco
(coisa que ele NUNCA disse; e ainda que, cientificamente,
não podia estar mais incorrecta). Acresce que a
evolução é geralmente apresentada com a questão da
selecção natural varrida para debaixo do tapete tanto
quanto possível, parte por causa das más experiências
com os vários neo-darwinismos, e parte pela simples
amoralidade do conceito em que não há recompensas para
os bons e castigos para os maus -- e, no entanto, a
TOTAL AMORALIDADE do mundo vivo e dos fenómenos
naturais é incontornável e devia ser explicada aos
meninos com toda a clareza, até para tornar possível o
contraste com a ética que governa necessariamente as
sociedades humanas.
Encontramos exemplos destes em Química, em Medicina,
em Física, e estou só a falar dos que eu domino mal
mas já me foram apontados.
A questão não é só a veracidade do que vem nos
quadradinhos que mencionam faits divers de "história
de" qualquer disciplina científica: o que se pretende
é acabar mesmo com quadradinhos e usar a
história e filosofia das ciências para aquilo em que
elas são úteis em termos pedagógicos, que é o
enquadramento dos conhecimentos em perspectiva.
Se é certo que a maior parte dos cidadãos portugueses (incluindo, necessariamente, pais, mentores e pedagogos) tem estado distraída destas temáticas, é ainda mais certo que a ausência de conhecimento só reforça a importância da acção. Estamos a falar de cerca de uma década para refazer os livros de texto europeus. Há que começar já.

Clara Pinto Correia

ORADORES A CONVIDAR:

- Prof. Carlos Fiolhais (problemática da comunicação de ciência).

- Engº Marçal Grilo (problemática do ensino de ciência).
- Prof. Nuno Crato (problemática da linguagem associada ao ensino)
- Prof. João Caraça (problemática dos diferentes níveis de conhecimento científico em Portugal e sua aparente ausência de comunicação).
- Prof. José Mariano Gago (problemática da gestão do conhecimento científico a nível nacional).

Discussão de experiências “Hands On”:
- Drª Rosália Vargas (Pavilhão do Conhecimento)
- Prof. Luís Filipe Barreto (Centro Cultural e Científico de Macau).
- Prof. Luís Moniz Pereira (Unidade de Inteligência Artificial da FCT/UNL)


ORGANIZAÇÕES A CONVIDAR
- Representantes dos vários Museus de Ciência nacionais
- Sociedade Portuguesa de Física
- Sociedade Portuguesa de Química
- Sociedade Portuguesa de Matemática
- Ordem dos Biólogos
- Associação Portuguesa de Editores e Livreiros
- União de Escritores Portugueses
- Editoras com colecções de Divulgação Científica (Gradiva, Relógio d'Água, Quasi, etc)
- Editoras de livros de texto (Asa, Texto, etc)
- Representantes de Associações de Pais
- Entidades universitárias.