O serviço Intute produziu recentemente mais um conjunto de manuais introdutórios à utilização da Internet em várias áreas disciplinares e temas, escritos por especialistas dessas mesmas áreas. Estes guias são muito úteis para serem utilizados por professores, alunos e investigadores. Este lote inclui várias artes, a música, a arquitectura, a comunicação, a moda e também a História e a Filosofia da Ciência (HFC).
O manual "Internet for History and Philosophy of Science (HPS)" encontra-se em http://www.vts.intute.ac.uk/he/tutorial/hps/ e foi preparado por David J Mossley e outros docentes e investigadores da Leeds University.
Como acontece com os restantes manuais de Intute, este dá acesso a quatro grandes áreas: "tour" (com o que os autores consideram o melhor da Web para a HFC), "discover" (ensinando como pesquisar melhor na Internet), "judge"(ensinando a avaliar os conteúdos) e "success" (com a descrição de casos de pesquisa com bons resultados).
O manual inclui um muito útil "cesto de hiperligações", que o leitor pode ir enchendo à medida que o vai percorrendo e que no final pode ser enviado para o seu e-mail.
O conjunto de todos os manuais de Intute pode ser consultado em http://www.vts.intute.ac.uk/
terça-feira, 11 de setembro de 2007
sábado, 8 de setembro de 2007
Redes sociais electrónicas e ensino. I
Apesar de dirigidas para o ensino da química, as dezoito comunicações apresentadas cobriram boa parte das principais possibilidades da utilização, para todas as áreas de ensino, dos recursos disponibilizados na Internet no âmbito das ferramentas de redes sociais e da denominada Web 2.0. Essas ferramentas incluem a partilha de referências documentais da Web através do social bookmarking, a difusão de informação e conteúdos através de RSS feeds, podcasting de áudio e vídeo, blogues, wikis e a utilização de mundos virtuais, como o Second Life. A cobertura não é exaustiva, mas o simpósio apontou as principais tendências neste domínio, mostrando que as redes sociais estão a ganhar um estatuto de importância e seriedade que vai muito além da cobertura que lhes é dada normalmente pelos media.
Uma das características mais interessantes deste tipo de recursos, resulta da sua acessibilidade e facilidade de utilização. O facto de funcionarem como importantes fontes de captação de receitas, nomeadamente por via da publicidade e promoção de outros serviços e produtos, as redes sociais electrónicas são normalmente disponibilizadas de forma gratuita, tanto para os produtores de conteúdos como para os seus utilizadores. Isto permite ter acesso directo e gratuito a recursos de dimensões muito apreciáveis, que combinam normalmente elevada sofisticação técnica com grande facilidade de utilização.
O programa e resumos das comunicações pode ser consultado na Net, assim como algumas das comunicações apresentadas e outros textos produzidos pelos seus autores sobre o mesmo tema:
Keeping up and staying current: Harnessing the chemical information web with RSS
Teri M. Vogel (v. sua página web em: http://scilib.ucsd.edu/about/people/vogel.html)
RSS and social tagging: on the desktop and in the classroom
Laura E. Pence Harry E. Pence (v. "The alchemist blog" em http://aristotle.oneonta.edu/33_the_alchemists_blog)
Blogging the culture of chemistry
Michelle M. Francl (v. o seu blogue "The Culture of Chemistry" em http://cultureofchemistry.blogspot.com/)
Second Life as a scientific education medium
Joanna Scott (v. o seu blogue na Nature em http://network.nature.com/blogs/user/joannascott)
Teaching organic chemistry with blogs and wikis (slideshow)
Jean-Claude Bradley; Beth Ritter-Guth (v. o blog "Useful Chemistry" em http://usefulchem.blogspot.com/)
Wikis, podcasts and screencasts (oh my!) in undergraduate chemistry coursework and research (texto)
Keith A. Walters
Using wiki in education: The Science of Spectroscopy
Stewart Mader
Wikipedia: a holistic model for the communal creation of chemical course content
Henry S. Rzepa; Marion E. Cass
sábado, 18 de agosto de 2007
LER: OpenCourseWare em história das ciências

Numa altura em que muitos docentes portugueses ainda torcem o nariz à colocação dos programas das disciplinas fora das intranets das suas universidades, é bom ver o crescimento do movimento do OpenCourseWare (OCW), iniciado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) em 2001, com o anúncio pelas fundações William and Flora Hewlett e Andrew W. Mellon de apoiar financeiramente a iniciativa de OpenCourseWare deste instituto. O OCW visa disponibilizar materiais didácticos através da Web, de forma livre e gratuita, para professores, alunos e outros interesssados em todo o mundo. O facto de esta iniciativa ter tido lugar no MIT é de grande importância e significado, tanto pelo impacto que produziu em outras instituições de ensino superior, como por ter sido no MIT Artificial Intelligence Lab que Richard Stallman iniciou o projecto GNU em 1983. Foi a partir do projecto GNU que se desenvolveram iniciativas como a Free Software Foundation (1985) e a sua GNU General Public License (GPL), donde irradiaram outras viradas para os conteúdos, incluindo os educacionais, como o projecto OpenContent (1998), a GNU Free Documentation License (2000) e o projecto Creative Commons (2002).
Em Novembro de 2006, o MIT OCW já contava com mais de milhar e meio de cursos. Actualmente o movimento alastrou a mais universidades, dos EUA e de outros países. Esta colaboração internacional é feita através do OpenCourseWare Consortium, englobando mais de 100 instituições e organizações de ensino superior de todo o mundo. A colaboração é variada, indo desde a disponibilização de conteúdos próprios até à tradução dos conteúdos de terceiros. A rede do Portal Universia, que inclui Portugal, Espanha e América Latina, participa nesta última modalidade, traduzindo para castelhano e português do Brasil, os cursos do MIT OCW. A lista de participantes na Península Ibérica inclui várias universidades espanholas (ainda sem conteúdos) e nenhuma portuguesa.
O sucesso desta iniciativa mostra como a disponibilização de materiais didácticos de acordo com uma licença aberta pode contribuir para a afirmação das universidades. Na verdade, o acesso aos materiais didácticos não permite conferir qualquer grau académico, mas dá aos futuros alunos a garantia de que os cursos ministrados pelos docentes se encontram abertos ao escrutínio dos seus pares de outras universidades. A disponibilização aberta dos conteúdos é um indicador claro de qualidade, preparação cuidadosa e inovação.
No campo da história e estudos sobre a ciência, o maior volume de conteúdos é naturalmente disponibilizado pelo MIT, através do Programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade. Este inclui mais de duas dezenas de cursos de graduação e outros tantos de pós-graduação. Os conteúdos incluem, a título de exemplo, disciplinas como "History of Science", "History and Anthropology of Medicine and Biology", "Cultural History of Technology", "Theories and Methods in the Study of History", "Toward the Scientific Revolution", "The Rise of Modern Science" e "Nature, Environment, and Empire". Entre os cursos disponibilizadas por outras universidades, apenas encontrámos nesta área uma História da Saúde Pública na Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e outro sobre Tecnologia e Sociedade na University of Southern Queensland.
A minha lista de marcadores de cursos em OCW de história e outros estudos sobre a ciência, pode ser vista em:
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