quarta-feira, 7 de março de 2007

AGENDA: Segundo Encontro de História das Ciências Naturais e da Saúde


A Comissão Executiva do Segundo Encontro de História das Ciências Naturais e da Saúde decidiu prolongar o prazo para a aceitação de resumos até ao dia 19 de Março p.f.

2.º Encontro de História das Ciências Naturais e da Saúde.
Lisboa, Culturgest. 7-8 de Julho de 2007.
Secção Hist. Fil. Ciên. IRC.
Página: http://www.ircabral.org/conferencias/index.php?cf=1

Organização: Secção de História e Filosofia das Ciências do Instituto Rocha Cabral
Prazo limite para resumos: 19 de Março de 2007
Prazo limite para textos integrais (facultativos): 1 de Julho de 2007

Este encontro, que utiliza o Open Conference Systems, permite aos participantes submeter os resumos/abstracts online em:

http://www.ircabral.org/conferencias/submit.php?cf=1

PROGRAMA

DIA 7

9.30 - 10.30 - Inscrições, logística e distribuição de materiais do Encontro

10.15 - 10.30
Palavras de boas-vindas pelo representante da Culturgest. Miguel Lobo Antunes.

10.30 - 13.30
Sessão Plenária: "Os olhares da História"
Ana Maria Rodrigues (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Science and magic in Petrus Hispanus' Thesaurus Pauperum.
Fátima Nunes (Universidade de Évora)
Laboratório(s) de História e de Cultura(s) nas vi(r)agens europeias de 1800 a 1900: olhares, realidades, imagens.
Moderação e Considerações Introdutórias: Augusto Fitas (Universidade de Évora)
11.45 - 12.15
Intervalo para café

15.30 - 19.30
Sessão Plenária: "Saúde e Sociedade"
Enrique Perdiguero (Universidade Miguel Hernández - Alicante)
La historiografía del pluralismo asistencial: la lucha contra la enfermedad en todos sus ámbitos.
José Pedro Sousa Dias (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa)
As redes de investigadores nas ciências biomédicas em Portugal na primeira metade do século XX.
Laura Ferreira dos Santos (Universidade do Minho)
Quando não se morre como nas óperas de Verdi: reflexões historico-filosóficas sobre a eutanásia e o suicídio assistido.
Moderação e Considerações Introdutórias: José David-Ferreira (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa)
17.00 - 17.30
Intervalo para café

21.00
Concerto
Programa a aunciar.
(Auditório ao ar livre da Culturgest)
Inscrições no Secretariado.

Dia 8

9.30 - 10.30 - Logística e distribuição de materiais

10.30 - 13.30 Comunicações orais e posters.
11.45 - 12.15
Intervalo para café

15.30 - 19.30
Sessão Plenária: "Ontogenia e Filogenia"
Isabel Delgado Eschevarria (Universidade de Zaragoça)
Entre microscopios e insectos, cuando la citología dio (a) luz a la genética cromosómica.
Teresa Avelar (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias)
Gradualismo e saltacionismo: afinal de que é que estamos a falar?
Clara Pinto Correia (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias)
A eugenia das Luzes e as motivações de Vandermonde.
Moderação e Considerações Introdutórias: Luís Vicente (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)
17.00 - 17.30
Intervalo para café.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

NA CAIXA DO CORREIO: Quarta feira de cinzas

QUARTA FEIRA DE CINZAS
Quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma), e quarenta e quatro dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos: a quarta-feira de cinzas, que celebramos hoje, é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os católicos recebem neste dia são o símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, e a recordação da passageira, da transitória, da efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. E é exactamente neste dia que deveríamos, com grande orgulho em sermos portugueses, observar um minuto de silêncio em memória do injustamento esquecido Barjona de Freitas, 1834-1900.
Augusto César Barjona de Freitas, sem dúvida um dos maiores portugueses de sempre, foi um jurista e político ligado à esquerda do Partido Regenerador. Foi deputado, Par do Reino, e ministro. E, graças ao seu trabalho incessante nesse sentido e aos seus dotes oratórios impressionantes, conseguiu elevar-nos à quintessência da civilização corporizada no facto incontornável de Portugal ter sido o primeiro país do Mundo a abolir a pena de morte. Isto sim, é respeitar a passageira, transitória e efémera fragilidade da vida humana. Neste momento sim, fomos o país mais educado e culto do planeta. Às vezes, um de nós torna-nos sublimes. A seguir esquecemo-lo? Somos excepcioais nessa manobra.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

FERRAMENTAS: Zotero - a próxima geração

Longe vai o tempo em que a vantagem de um documento electrónico face à sua versão em papel se resumia à maior acessibilidade e facilidade de difusão. Hoje, multiplicam-se as possibilidades de proceder à recuperação e processamento automático da informação através da adequada anotação semântica dos textos em suporte electrónico. Deixou de ser inevitável a separação entre os objectos documentais e a sua descrição bibliográfica, que reflectia a tradicional separação entre as estantes e os catálogos de livros. Hoje a base de dados bibliográfica tanto pode estar separada como contida nos próprios documentos.

Os programas tradicionais de gestão de bibliografias resultam de um modelo do passado. Primeiro, foram criados para substituir as fichas em cartolina e permitir o processamento automático da informação nelas contida. Depois, alargaram a sua esfera de acção à recuperação de informação electrónica dos catálogos de bibliotecas e das bases de dados. Contudo, mostraram sempre pouca capacidade para lidar com os documentos electrónicos que não tinham uma versão equivalente em papel.

Zotero - A "ferramenta de pesquisa da próxima geração".


Zotero vem precisamente brilhar onde estes programas falham. Ele é simultaneamente um programa de gestão de bibliografias e de notas de leitura, algo que não é tão frequente como seria de esperar no panorama geral desta categoria de software. Mas não se limita a manter uma base de dados: integra directamente e automatiza a sua recolha com a própria consulta online de bases de dados, de catálogos e dos próprios documentos, a partir do browser de navegação na Internet. A informação armazenada pode ser organizada em colecções (com uma estrutura arborescente), classificada com tags, ligada interna e externamente com documentos em vários formatos (pdf, html, etc.), armazenados localmente ou com páginas na web. O conteúdo de páginas inteiras pode ser igualmente armazenado pelo Zotero.

A partir da mesma informação podem ser produzidas bibliografias, com as referências formatadas em vários estilos (APA, Chicago e MLA), e relatórios contendo as referências bibliográficas juntamente com o conteúdo das notas a elas ligadas. Na realidade, o Zotero funciona on e off line como um gestor de bibliografias e notas, permitindo a importação e a exportação de informação bibliográfica em vários formatos (MODS, BibTeX, MARC, RDF, RIS e outros).

A ergonomia do programa é apreciável. O Zotero pode ser chamado a qualquer momento, clicando numa etiqueta existente na barra de estado do browser. Mas para gravar a informação bibliográfica nem isso é necessário. Basta clicar num ícone, frequentemente com a representação de um livro, que surge automaticamente na barra de navegação, sempre que a página contém anotações com informação bibliográfica. Diferentes ícones indicam a presença de distintos tipos de informação e só aparecem quando esta existe. Se a página contiver informação respeitante a mais de uma fonte, é dada a opção de escolher qual ou quais o utilizador pretende gravar. A dimensão ocupada na janela pelas diferentes secções do Zotero pode ser livremente reajustada. Existe mesmo um modo de tela inteira que facilita o trabalho com o programa quando não é necessária a navegação com o browser.

Página: Zotero - The next-generation research tool

Zotero foi desenvolvido por uma equipa de investigadores ligados a um centro de história digital, o Center for History and New Media da George Mason University: Daniel J. Cohen, Josh Greenberg, Dan Stillman, Simon Kornblith e David Norton e Roy Rosenzweig. Sobre este Centro, já aqui falámos a 24 de Maio de 2005 a propósito do Echo - Exploring and Collecting History Online e do software Scribe. Daniel Cohen e Roy Rosenzweig são os autores de Digital History: A Guide to Gathering, Preserving, and Presenting the Past on the Web. University of Pennsylvania Press, 2005.

Uma extensão do Firefox

Zotero é uma extensão do browser Mozilla Firefox e como este é software livre e open source. É naturalmente multi-plataforma, correndo em Windows, Linux, e Mac OS X, como o próprio Firefox. Quem pretender utilizá-lo terá que instalar ou actualizar o Firefox para a versão 2, o que pode ser feito de forma livre e gratuita no endereço:

http://en-us.www.mozilla.com/en-US/firefox/all.html

O Mozilla Firefox é actualmente o navegador de eleição para o trabalho académico na Web. O Zotero é uma das muitas extensões disponíveis para a investigação. Outra das nossas favoritas é o ScrapBook, de que trataremos numa próxima postagem.

Criar páginas que falem zotero

O número de locais compatíveis e serviços que já comunicam com o Zotero é impressionante. Incluem bases de dados (como a PubMed), bibliotecas, repositórios (como o arXiv.org), harvesters (como o Google Books e o Google Scholar), editores e distribuidores de publicações electrónicas (como o JSTOR) e mesmo serviços de venda de livros (como a Amazon.com).

Para além do desenvolvimento do próprio Zotero, a equipa do CHNM tem vindo a procurar alargar esta lista, apoiando a criação de ferramentas para que a informação na Internet seja devidamente anotada, de forma a ser reconhecida pela extensão do Firefox. Uma dessas ferramentas é um plugin para o software de publicação de blogs WordPress. Este plugin permite ao Zotero detectar vários meta-dados bibliográficos das entradas do blog, como o título, o autor, a data e os descritores.

A técnica utilizada pelo plugin consiste em embeber uma etiqueta COinS em cada postagem do blog. COinS — ou Context Objects in Spans — é um standard para incluir informação bibliográfica em páginas web, podendo ser lida por vários outros programas. Na realidade, esta técnica pode ser estendida a todo o tipo de páginas, utilizando o COinS generator, uma ferramenta que produz uma etiqueta ‘COinS’ a partir da informação bibliográfica. Esta tag pode ser introduzida manualmente em qualquer página.

O mesmo objectivo pode ser conseguido com outras ferramentas, como o Dublin Core Metadata Editor, que cria etiquetas DC para páginas web, as quais também podem ser lidas pelo Zotero.