segunda-feira, 16 de outubro de 2006

AGENDA: Saúde Ambiental e História

Environment Health & History
Conferência da Associação Europeia para a História da Medicina e da Saúde
Data: 12-15 de Setembro de 2007
Local: Brunei Gallery, Bloomsbury, Londres.
Organização: London School of Hygiene and Tropical Medicine e European Association for the History of Medicine and Health
Resumos: Até finais de Novembro de 2006
URL: http://www.lshtm.ac.uk/history/EAHMcallforpapers.html

domingo, 8 de outubro de 2006

AGENDA: EVOLUÇÃO E CRIACIONISMO

Recentemente, o Papa Bento XVI nomeou um grupo de missão para fazer o levantamento do que há de melhor e mais recente nos domínios da Evolução e do Criacionismo Científico, por forma a comparar os dados e tentar chegar a alguma plataforma de entendimento sobre como deve ser apresentada a história da vida na Terra, pelo menos ao mundo católico. Esta iniciativa inédita marca uma viragem de peso na tradição das relações ciência-religião neste domínio: tradicionalmente, os teólogos afastavam-se de todo e qualquer comentário sobre o Criacionismo Científico, sendo este implementado, defendido e desenvolvido estritamente por cientistas de tendência religiosa fundamentalista. Perante o peso desta iniciativa, que certamente irá fazer correr rios de tinta nos próximos tempos, torna-se urgente informar rigorosamente a população sobre o que propõem exactamente as teorias evolucionistas, e o que defendem, em contrapartida, os criacionistas. Neste sentido, o grupo de Biologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias está a preparar-se para começar a coligir um volume, com vista a publicação numa editora e on-line, que reuna os principais textos do Creacionismo Científico, devidamente comentados e contrapostos pelas ideias evolutivas adequadas. Quem estiver interessado em integrar este grupo de trabalho pode, desde já, deixar o seu nome e contacto em sandra.abrantes@ulusofona.pt, ou fazer a inscrição pelo telefone 21.7515573.

NA CAIXA DO CORREIO: UM POEMA TÃO SIMPLES

Chegou finalmente ao topo da minha pilha de leituras nocturnas o volume Contos Apátridas, com contribuições de cinco autores de língua espanhola em torno da ideia da pulverização da pátria, editado pela Asa já há mais de um ano. Todos os contos são muito bons, e a forma como a noção de pátria muda de sentido em cada um deles deixa-nos sempre surpreendidos. Mas, a mim, o que me seduziu acima de tudo foi uma visita especial presente em Antiga Morada, de Antonio Saraiva. É um poema tão simples quanto evocativo escrito há mais de mil anos, da autoria de um poeta taoista chinês chamado Li Po, É uma joia belíssima, que nos fere exactamente pela noção da intemporalidade dos fenómenos. Reza assim:

Aqui foi a antiga morada do rei Wu.
Livre cresce hoje a realva nas suas ruínas.
Mais ao longe, o imenso palácio dos T'sing, outrora tão sumptuoso e tão temido.
Tudo isso foi e já não é, tudo chega ao seu término.
Os acontecimentos e os homens viajam para a morte,
Assim como as águas do rio azul correm até se perderem no mar.

E agora, volvidos tantos séculos, algum de nós conseguiria alguma vez dizer isto melhor?