quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ruy E. Pinto (1924-2009)

O Prof. Ruy Pinto, director do Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, faleceu ontem, dia 24 de Junho.

Ruy Eugénio Pinto teve um papel de grande destaque no desenvolvimento da bioquímica em Portugal. Colaborador de Hans Krebs em Oxford nos anos cinquenta, autor de importantes descobertas sobre o processo enzimático da oxidação do glutationo em sistemas biológicos e do seu ciclo de oxidação-redução, criador e grande entusiasta da licenciatura em bioquímica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Ruy Pinto criou uma escola de investigação de excelência em bioquímica teórica (Ver resumos biográficos na Sociedade Portuguesa de Bioquímica e no Instituto Rocha Cabral).

À frente do Instituto Rocha Cabral, em cuja direcção se manteve activo e preocupado até aos últimos momentos, o Prof. Ruy Pinto tudo fez para manter viva a missão de apoio à investigação científica pretendida pelo seu fundador. Nos últimos anos, quando se mostrou difícil continuar a investigação experimental no Instituto, Ruy Pinto apoiou incondicional e crescentemente a criação de uma secção de História e Filosofia da Ciência, à qual se orgulhava de pertencer.

Mestre sem compromissos, amigo sem reservas, pessoa de fortes princípios e convicções, homem de todos os tempos e para todos os tempos, grande conversador, o Prof. Ruy Pinto deixou-nos tão pobres e sós, como antes nos enriquecera a vida e nos assegurava do caminho a seguir.

O corpo encontrar-se-á na Capela 3 da Igreja do Campo Grande, a partir das 17,30 de hoje, dia 25 de Junho. O funeral partirá desta capela para S. Domingos de Rana amanhã, dia 26 de Junho, às 10,30.

1 comentário:

Vera disse...

É sempre triste ver partir alguém que fez parte da nossa vida durante anos, e que influenciou não só a minha geração mas todas as que vieram depois, e que neste momento se encontram por todo o país ou no estrangeiro a ensinar ou a desenvolver investigação relacionada com a Bioquímica.
Estou certa que, de entre os seus alunos, aqueles que hoje somos professores (de bioquímica ou afins), citamos com prazer (e por que não nostalgia) estórias do Professor Ruy Pinto. Pela minha parte, faço-o com frequência.

Vera Ribeiro, Universidade do Algarve (FCUL 81-86)