terça-feira, 11 de setembro de 2007

Ciclo de Conferências sobre Evolução e Criacionismo Científico


CICLO DE CONFERÊNCIAS NA CULTURGEST
DE SEGUNDA 8 A SEXTA 12 DE OUTUBRO DE 2007
18h30 · Pequeno Auditório · Entrada Gratuita*
http://www.culturgest.pt/actual/criacionismo.html
Evolução e Criacionismo - Uma relação impossível


Desde que Charles Darwin publicou A Origem das Espécies e a Descendência do Homem, evolucionistas e criacionistas já se enfrentaram em muitas batalhas. A mais mediática foi em 1925, o Julgamento de Scopes, onde estava em causa o direito de ensinar a teoria da evolução. Desde então, o Darwinismo foi profunda e detalhadamente explicado, graças ao conhecimento que entretanto se acumulou em Genética de populações, Genética molecular, Ecologia, Filogenia, Paleontologia, Sociobiologia e Etologia. Também o criacionismo se foi modificando, multiplicando-se em diversos movimentos, alguns muito divergentes entre si. O de maior visibilidade e impacto mediático actual é chamado “Criacionismo Científico”. Os movimentos de Criacionismo
Científico tomaram grande fôlego e têm empreendido na última década campanhas políticas nos Estados Unidos no sentido de modificar os programas escolares, ora para suprimir o ensino da evolução ora para incorporar as teorias criacionistas nas aulas de ciências. Este conflito inicialmente vivido nos EUA é agora iminente na Europa. A influência criacionista no ensino e na divulgação da ciência já não é apenas de movimentos de inspiração cristã vindos dos EUA, mas também de inspiração islâmica, ou seja, movimentam-se agora mais dinheiro e pessoas. Bento XVI também tem uma posição mais conservadora do que o seu predecessor João Paulo II relativamente à evolução e ao grau de ingerência que a religião deve ter no domínio do saber académico. Há consequências previsíveis para o futuro da ciência e da humanidade e implicações
sociais e morais para cada um dos cenários que pode resultar da batalha que agora se trava. Esta série de palestras baseia-se no livro com o mesmo título da autoria dos palestrantes e que trata o passado histórico deste conflito e o modo como a história se repete, discute as razões pelas quais a evolução tem sido tão mal-interpretada e tão
combatida por certos sectores da sociedade e explica a evolução de modo resumido e simples, dando exemplos de evolução observada de facto e esclarecendo alguns malentendidos comuns.


Segunda 8
História das relações entre criacionismo e evolucionismo
por Teresa Avelar (Universidade Lusófona)
Terça 9
Muitos criacionismos e a efervescência actual do Criacionismo Científico
por Gonçalo Jesus e Augusta Gaspar (Universidade Lusófona)
Quarta 10
Alguns Erros do Criacionismo Científico Explicados e Corrigidos
por Frederico Almada (Universidade Lusófona) e Octávio Mateus (Museu da Lourinhã)
Quinta 11
O que nos ensinaram duas décadas de evolução experimental em Drosophyla?
por Margarida Matos (Universidade de Lisboa)
Sexta 12
Uma história evolutiva da Ética humana
por Augusta Gaspar (Universidade Lusófona)

1 comentário:

comentadora disse...

Assisti ontem à primeira conferência e fiquei encantada com a clareza e justeza da exposição (dando a perspectiva histórica dos dois lados) e a coragem de abordar um tema que nos parece menor mas que de facto é perigoso e que se vai insinuando sem darmos conta.
Entretanto, devo dizer que me incomodou profundamente e lamento muito várias atitudes impróprias de Clara Pinto Correia quer em relação a Augusta Gaspar a quem não deixava falar chegando a gritar-lhe um "cala-te" absurdo; quer no comentário que fez no início do debate à oradora Teresa Avelar que por sinal tinha deixado bem clara a lenta transformação do pensamento e esteve longe de denegrir gratuitamente os cientistas católicos.
O que passou para quem assistiu foi 1-Clara Pinto Correia tem qualquer contenda pessoal com Augusta Gaspar e não sabe controlar-se; 2 – Apesar de ter sido, como disse, a organizadora destas conferências não percebeu bem o que foi dito ou não concorda totalmente com o seu conteúdo.