domingo, 8 de outubro de 2006

AGENDA: EVOLUÇÃO E CRIACIONISMO

Recentemente, o Papa Bento XVI nomeou um grupo de missão para fazer o levantamento do que há de melhor e mais recente nos domínios da Evolução e do Criacionismo Científico, por forma a comparar os dados e tentar chegar a alguma plataforma de entendimento sobre como deve ser apresentada a história da vida na Terra, pelo menos ao mundo católico. Esta iniciativa inédita marca uma viragem de peso na tradição das relações ciência-religião neste domínio: tradicionalmente, os teólogos afastavam-se de todo e qualquer comentário sobre o Criacionismo Científico, sendo este implementado, defendido e desenvolvido estritamente por cientistas de tendência religiosa fundamentalista. Perante o peso desta iniciativa, que certamente irá fazer correr rios de tinta nos próximos tempos, torna-se urgente informar rigorosamente a população sobre o que propõem exactamente as teorias evolucionistas, e o que defendem, em contrapartida, os criacionistas. Neste sentido, o grupo de Biologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias está a preparar-se para começar a coligir um volume, com vista a publicação numa editora e on-line, que reuna os principais textos do Creacionismo Científico, devidamente comentados e contrapostos pelas ideias evolutivas adequadas. Quem estiver interessado em integrar este grupo de trabalho pode, desde já, deixar o seu nome e contacto em sandra.abrantes@ulusofona.pt, ou fazer a inscrição pelo telefone 21.7515573.

2 comentários:

L. Rodrigues disse...

Creacionismo Científico não é desde logo um paradoxo?
(peço desculpa pela intrusão)

Carlos Azevedo disse...

Não me parece o local adequado, mas como só agora descobri este blogue, um pouco por acaso, aproveito para deixar aqui uma mensagem de felicitações pelo seu trabalho literário. Não gosto de tudo, mas aquilo de que gosto, gosto mesmo muito. A saber: "Adeus, Princesa", "A Arma dos Juízes", "À Deriva dos Continentes" e todos os de divulgação científica (sobretudo "Dodologia, Um Voo Planado Sobre a Modernidade"). Também gosto imenso de uma escritora que me chegou às mãos há uns anos graças a uma tradução sua; falo de Flannery O'Connor. Já comprei o seu último, "A Primeira Luz da Madrugada", que espero começar a ler em breve.
Votos de muitas felicidades!